O EX-MARIDO DA MINHA ESPOSA NA MINHA CAMA, E UMA SURPRESA
Oi, galera, tudo certo?
Vou compartilhar uma história que começou super estranha e acabou mudando minha vida por completo. O mais curioso é que, mesmo depois de um tempo, ainda tem gente que não acredita no que aconteceu.
Meu nome é Gabriel, mas todo mundo me chama de Gabi. Tenho 36 anos e sou casado com a mulher mais linda do mundo: a Natália, minha Naty, que tem 34 anos e um sorriso que ilumina qualquer lugar. Estamos juntos há nove anos, levando uma vida simples, cheia de amor e companheirismo.
Antes de nós, ela teve um relacionamento com um cara chamado Diego. Durante muito tempo, só conhecia o sujeito por esse nome. Ela mencionava algumas coisas dele, principalmente quando recordava de momentos engraçados que viveram juntos.
— Ele era um safado, um verdadeiro pilantra...
— O cara não me deixava em paz, aparecia a qualquer hora, até no banheiro...
— Ele me deixava maluca... blá blá blá.
Era sempre assim. Eu tentava entender mais sobre o passado dela, mas logo ela mudava de assunto.
— O que foi, Gabi? Você tá curioso pra saber da minha vida antiga?
— Ué, é natural, Naty. Você fala tanto desse cara que parece que ele deixou uma marca em você.
— Marca foi só dor de cabeça, querido.
— Mas era ruim na cama também ou essa parte você esqueceu de contar?
Ela me dava um tapa brincalhão no braço e ria.
— Vai se danar, homem! Não tem vergonha de perguntar essas coisas?
— Vergonha de quê? Sou seu marido, não sou investigador do passado. Quero saber se o cara era bom ou não.
Ela ria, corando de vergonha, mas nunca entrava em detalhes. E eu respeitava isso. Afinal, passado é passado, e eu não tinha motivos pra ficar cavucando algo que ela preferia esquecer.
Até que o destino decidiu me pregar uma peça bem tramada.
Trabalhava há anos numa empresa em São Paulo. Sempre fui muito dedicado, fazia meu trabalho direito e nunca consegui a promoção que tanto desejava.
Um dia, o dono decidiu vender o negócio. O novo proprietário era um tal de Rafael Lima. Ele tinha uma aparência próxima da minha, era careca, usava uma barba bem desenhada e tinha aquele jeito de quem não leva desaforo pra casa, mas também adorava fazer piada e zoar os outros.
Era um baita brincalhão. Ele conversava com todo mundo, estava sempre contando histórias e parecia conhecer metade da cidade.
Certa vez, enquanto bate-papo na copa, ele começou a se exibir para a galera.
— Pessoal, vou contar um segredo. Dinheiro ajuda, claro, mas não é isso que fascina uma mulher. O lance é saber falar, ter atitude e saber pegar de jeito pra não ser um marmanjo em casa.
Um dos colegas soltou uma gargalhada.
— Fala isso porque você tem grana, chefe!
— Grana? Hoje eu tô sem um centavo no bolso. Se me convidarem pra tomar uma cerveja, vou ter que lavar os copos pra pagar! Mas na arte da conquista, meu amigo, a conta já tá paga!
A turma riu bastante. Eu o observava, pensando que ele era um baita malandro. Tinha uma confiança que chamava atenção, embora não soubesse exatamente por quê.
O problema era que, sem nunca ter visto uma foto do ex da minha esposa, comecei a imaginar como seria o tal Diego.
Mas a vida me reservava uma surpresa ainda maior.
A gente se dava muito bem no trabalho. Ele sempre pedia minha opinião nos projetos, fazíamos viagens a trabalho e batíamos papo sobre tudo. Aos poucos, nos tornamos amigos.
Foi então que comecei a ouvir mais histórias sobre as conquistas dele. Às vezes não sabia o que era verdade e o que era exagero, pois ele gostava de inflar suas façanhas.
— Cara, você conta cada história de mulher que, se metade for verdade, já dá pra escrever um livro.
— Inveja é feia, meu amigo.
— Inveja nada. Tô tentando saber se você trabalha ou se vive de balada.
— Trabalho bastante! Só não deixo o trabalho atrapalhar a diversão!
Era impossível não rir das palhaçadas daquele homem.
Até que aconteceu o episódio da cueca.
O FAVOR MAIS INSÓLITO DA MINHA VIDA (E A PROMOÇÃO)
Eu estava no meu setor quando ele apareceu na porta, olhando em volta, com uma expressão que misturava pressa e risadas contidas.
— Gabi, preciso de um favor urgente. Vem comigo.
— O que houve, cara? A empresa pegou fogo?
— Pior que isso? Agora fiquei preocupado.
Ele me puxou para dentro do escritório e fechou a porta.
— Preciso da sua ajuda em uma situação bem ridícula.
— Do jeito que você tá, ou fez uma burrada enorme ou deve grana pra alguém.
— Nenhuma coisa. Quer dizer... depende do que você considera burrada.
Ele começou a rir antes mesmo de explicar.
— Tive um encontro na hora do expediente, a mulher me deixou maluco, me atrasei todo e agora tenho uma reunião logo mais. Preciso trocar de roupa, mas não trouxe nada extra. Você não teria uma cueca sobrando?
Fiquei olhando pra ele, tentando entender se era uma brincadeira.
— Uma cueca? Você me tirou do trabalho pra pedir uma cueca emprestada?
— Exatamente, meu amigo. A vida de um empresário tem dessas dificuldades.
— Compre uma, criatura!
— Não dá tempo! A reunião começa em breve e não posso aparecer assim, com a roupa amassada.
— E por que não pede pros outros do seu escritório?
— Porque prefiro passar vergonha só na sua frente.
— Ah, muito obrigado pela consideração!
O cara abriu uma gaveta, começou a procurar e não encontrou nada. Depois me encarou com a maior cara de pau.
— Faz assim: me empresta a sua e eu te dou a minha. Resolvido.
— Você tá louco? Vou trocar de cueca contigo e sair sem saber onde você esteve?
Ele começou a gargalhar, rindo alto.
— Nossa, Gabi! Você é muito fresco!
— Fresco é você, que não consegue se organizar.
No fim, de tanto insistir, acabei cedendo àquela maluquice. A situação era tão absurda que não só ria, como fiquei curioso pra vê-lo sem roupa na minha frente.
Ele tirou a calça ali mesmo. Putz, meu coração disparou. Quando ficou só de cueca, deu pra ver nitidamente o contorno. Não era qualquer coisa, não.
Enquanto eu o observava, o cara me lançou um olhar travesso e disse:
— Cara, eu tava procurando alguém de confiança pra chefiar tudo isso... e com essa sua atitude, encontrei meu diretor-geral.
Pensei comigo: "Caramba, não é possível! Meu coração parecia que ia sair pela boca. Que loucura surreal!"
— Nossa, Rafael... qual é a boa?
— Qual é a boa, Gabi? É você, vagabundo! Aceita a minha proposta?
— Putz... sério mesmo?
— Hahaha, não minto, meu chapa!
— Nossa, Rafael, é claro que aceito! É meu maior desejo!
— Então tá, meu diretor! Vamos lá que tô atrasado. Tira essa cueca logo!
— Ok, ok, tira logo a sua também que você tá com pressa!
Trocamos as cuecas rapidamente.
— Valeu, parceiro. Nunca vou esquecer desse favor. E parabéns pelo novo cargo!
— Nem eu. Vou contar isso pros seus netos quando você ficar velho.
— Se contar, eu te demito do cargo que acabou de ganhar.
— Demite nada. Você não vive sem mim.
Ele apontou pra mim, sorrindo.
— Pior que é verdade.
Aquela brincadeira virou uma piada interna entre nós. Bastava ele entrar na minha sala com um sorriso maroto que eu já perguntava se tinha aprontado alguma.
Eu não fazia ideia de que, pouco tempo depois, descobriria uma conexão entre aquele homem e minha própria casa.
O JANTAR QUE TRANSFORMOU TUDO
Com o passar dos meses, nossas conversas tornaram-se mais pessoais. Falei sobre minha esposa, compartilhei que éramos casados há nove anos.
O careca demonstrou interesse.
— Um dia quero conhecer essa sua mulher.
— Pode aparecer em casa. Só não vai reclamar da comida.
— Se tiver cerveja gelada e boa conversa, já tá melhor que muito restaurante caro.
Convidei-o para um jantar numa sexta-feira. Avisei a Naty.
— Amor, seu chefe é exigente?
— Não que eu saiba. É um vagabundo de marca maior.
— Careca, com cavanhaque, sempre contando piadas.
Ela parou o que estava fazendo e me olhou séria.
— Careca? Cavanhaque?
Achei estranho, mas não dei muita bola.
— Ele vem jantar, Naty. Só isso. Não precisa ficar nervosa.
— Não estou nervosa, Gabi.
— Tá bom. E eu sou o presidente da república.
Ela veio por trás e me deu um beliscão divertido.
— Cuida da sua vida, palhaço!
Quando ele chegou, trouxe vinho e um presente. Só que, assim que se olharam na porta, tudo mudou.
A Naty ficou paralisada. O sorriso dele desapareceu na hora. Ninguém dizia nada. O clima estava pesado.
— Ok, alguém vai me explicar por que parece que acabaram de ver um fantasma?
— Nossa... não acredito nisso.
O careca coçou a barba.
— Pois é, Naty. Nem eu.
— Espera aí. Vocês se conhecem?
— Gabi... esse aqui é o Diego. O Rafael Lima.
Fiquei boquiaberto.
— Puta que pariu! Você é o famoso Diego?
— O próprio, meu chapa.
— Que baita sacanagem do destino! O cara que me promoveu é o ex da minha mulher!
— Pensando desse jeito, fica bem maluco mesmo.
A Naty cruzou os braços.
— Maluco? Você aparece na minha casa sem ele saber quem você é?
— Calma, mulher. Eu juro que não sabia que o Gabi era seu marido!
— A minha cara tá ótima. Quem parece que vai me devorar viva é você.
Ela soltou uma risada. Eu também ri, porque a situação era absurda demais.
— Entrem logo, vocês dois. Vamos beber antes que eu comece a cobrar esse passado de vocês.
Ele me abraçou de lado.
— Gabi, eu juro que não sabia.
— Acredito. Mas hoje você vai me contar tudo.
— Tudo talvez não. Tem coisas que é melhor deixar guardadas.
— Ah, agora você vai contar até o que não lembra!
A Naty revirou os olhos.
— Vocês dois juntos vão ser um perigo.