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Novas Descobertas

✍️ Por Ana Silva 📅 13 de outubro de 2026 👁️ 0 visualizacoes 📖 3 min de leitura 📝 484 palavras

Um relato para mulheres... Meu nome é Luana. Tenho trinta e dois anos, sou casada há sete com o Rafael. Moramos em uma casa agradável nos arredores da cidade, com um jardim que cuido com dedicação e um silêncio que, ultimamente, começou a se tornar pesado. Rafael viaja frequentemente a trabalho — ele é supervisor de vendas — e eu fico. Fico cuidando do lar, das plantas, dos nossos dois gatos e de um vazio que cresce dentro de mim sem que eu consiga defini-lo.

Sou morena clara, com cabelos castanhos longos que normalmente prendo em um coque despretensioso. Tenho 1,68m de altura, corpo que meu marido descreve como “harmônico” — seios medianos mas firmes, cintura fina, quadris largos e coxas grossas que sempre foram minha insegurança até Rafael declarar que as admirava. Minha vagina, ele diz ser perfeita — lábios rosados e volumosos, um clitóris sensível que aprecia ser acariciado, mas que tem notado cada vez menos ação.

O dia começou como qualquer outro. Rafael estava em Brasília por três dias. A lâmpada do escritório queimou e o disjuntor daquele cômodo sempre desligava sozinho. Liguei para um eletricista recomendado pelo zelador, chamado de Seu João.

Quando ele chegou, minha primeira impressão foi de susto. Ele não era um “seu” no sentido carinhoso; era um homem imponente. Deve ter cerca de sessenta anos, mas o tipo de sessenta que parece ter vivido o dobro disso. Alto, facilmente 1,85m, com ombros largos aparentemente capazes de carregar todo o peso do mundo. Pele morena tostada pelo sol e braços robustos cobertos por tatuagens antigas desbotadas nos antebraços. Cabelo grisalho raspado na lateral e olhos castanhos escuros que pareciam observar tudo ao redor simultaneamente. Vestia uma camisa cinza aberta no peito e uma calça jeans desgastada demais.

“Dona Luana?” questionou ele com uma voz rouca e grave digna de atenção imediata. “Sim. Entre por favor; o problema está no escritório.”

Ele entrou trazendo consigo aromas misturados: suor limpo e algo mais… algo primal.

Meus olhos se fixaram involuntariamente em suas mãos grandes e calejadas; eram mãos habilidosas.

Enquanto examinava a fiação elétrica eu permaneci na porta observando-o trabalhar; havia nele uma confiança inabalável atendendo ao meu pedido enquanto me fazia sentir… pequena mas curiosamente segura.

“Problema simples”, anunciou ele após examinar a situação ao voltar-se para mim novamente, ao me avaliar do rabo de cavalo aos pés descalços como se estivesse medindo algo delicado.

“Resolve em meia hora; só preciso subir na escada ali no corredor.”

“Fique à vontade,” respondi com a voz mais ofegante do que esperava.

Enquanto trabalhava fui à cozinha preparar um café; minhas mãos tremiam levemente ao fazer isso sem saber exatamente por quê. Era apenas um eletricista — alguém mais velho com aparência rude — do tipo que normalmente não chamaria minha atenção, más havia algo nele… algo animal... um instinto primitivo despertado sobre minha feminilidade esquecida num canto distante da memória.

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