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Noite de Promessas

✍️ Por Ana Silva 📅 10 de outubro de 2026 👁️ 0 visualizacoes 📖 3 min de leitura 📝 427 palavras

O dia de trabalho finalmente tinha chegado ao fim. Após um extenso expediente lidando com pessoas que pareciam se divertir testando minha paciência, eu realmente merecia uma recompensa. Um bom vinho, uma escapada ou, considerando as circunstâncias, uma distração bem intrigante.

Foi nesse momento que meu celular vibraram.

Eduardo: Está livre agora?

Respondi quase que na hora. A verdade era que, após dias desejando aquele homem, eu já estava exausta de fingir que nossas conversas não estavam me deixando cada vez mais animada.

As promessas estavam prestes a serem concretizadas na tela do celular.

E eu estava prestes a descobrir se Eduardo era tão bom em cumprir promessas quanto em fazê-las.

Durante o trajeto até o motel, observei seu perfil discretamente. Moreno-escuro, lábios volumosos, olhos cor de mel e aqueles cachinhos que eu quase sentia um impulso incontrolável de desarrumar. Ele parecia calmo demais para alguém cuja presença tinha contribuído significativamente para minha falta de foco nos últimos dias.

Eu, ao contrário dele, lutava para aparentar ser uma mulher normal.

Uma tentativa digna de pena.

Assim que chegamos ao motel, a distância entre nossas provocações e a realidade desapareceu. Eduardo me puxou para perto e me beijou com intensidade, como se decidisse interromper uma conversa que já durava tempo demais.

E eu não tinha intenção alguma de reclamar disso.

Então foi ele quem sugeriu tomarmos banho juntos.

A água quente começou a encher o banheiro com vapor, criando uma atmosfera perfeita para o clima entre nós. Aproximei-me dele com o sabonete nas mãos e comecei a espalhar espuma por seus ombros, descendo pelos braços.

Deslizei os dedos pela sua nuca e deixei um beijo sutil naquela região.

Eduardo virou-se em minha direção.

Eu reconheci aquele olhar satisfeito por trás da diversão; tinha certeza de que naquele momento ele se divertia ao observar minha luta para disfarçar o quanto eu o desejava.

Continuei ensaboando seu corpo, demorando as mãos nos ombros e nas costas;

e então Eduardo segurou minha cintura e me trouxe para perto novamente. Nossos olhares se encontraram antes dele me beijar outra vez. O beijo começou devagarinho, mas logo perdi totalmente a vontade de controlar o ritmo ou fazer parecer que estava imune àquele homem encantador.

Minhas mãos exploraram seus cabelos molhados enquanto ele sorria contra meus lábios; nesse instante soube que havia perdido mais uma batalha contra mim mesma.

O problema em envolver-me com alguém ciente do meu senso humor era exatamente esse: Eduardo sabia quando provocar risadas e quando deixar-me sem palavras; ao final das contas parecia preferir sempre a última opção disponível.

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