Segredos de uma Tarde
Aquele dia era peculiar, ambos sozinhos por algumas horas naquela residência. O ambiente parecia carregado, com frequência olhando para ver onde ele se encontrava; sua presença me proporciona conforto, segurança, mas também provoca inquietação, um entusiasmo pela maneira como ele me observa, instigando pensamentos que não deveriam passar pela minha mente.
Finjo organizar a cozinha, movendo utensílios de um lado para o outro, abro a geladeira, pego uma fruta e me sento para degustar.
Ricardo entra na cozinha, cumprimenta-me com um bom dia, pega uma água e bebe. Depois se aproxima da mesa ao meu lado e pergunta se há café. Informo que a água está no fogão aquecendo e me levanto para preparar o café.
Enquanto preparo o café, mesmo sem olhar para ele sinto seu olhar em mim. Faço força para não me voltar e vejo que é errado pensar assim. Mas sem dúvida ele está me observando; viro rapidamente como se nada tivesse acontecido. Os olhos dele estão fixos no meu corpo, especialmente nas minhas curvas; parece que ele realmente gosta disso. E eu percebo seus olhares; isso me excita e me faz sentir poderosa ao saber do desejo dele por mim.
Lembro-me de que estou sem sutiã; os mamilos delatam minha excitação. Contudo, estamos sozinhos hoje—decido permitir que ele veja.
Me viro levando a garrafa de café olhando pra baixo enquanto tenho certeza de que agora ele está focado nos meus contornos acentuados pela camiseta. Não sei o que vê em mim; já tenho meus 55 anos e ele cerca de 40. É evidente que seus olhares são maliciosos e cheios de desejo. Mesmo ciente disso, sinto-me excitada e culpada ao mesmo tempo. Mas tudo flui tão naturalmente com ele.
Coloco o café na mesa e sento ao seu lado em silêncio, mirando o teto enquanto observo a luz do sol entrando pela janela.
Após aquele silêncio opressivo, estico os braços reclamando de dores nas costas devido à arrumação do dia anterior.
Ele aproveita a oportunidade para oferecer uma massagem e vai buscar o óleo no móvel da sala. Não consigo recusar esse convite.
Ele pede para eu sentar em um banquinho na cozinha antes de posicionar-se atrás de mim. Preciso ajustar a alça da minha camiseta, diz ele já empurrando-a para o lado. Cuidando para não deixar cair totalmente enquanto mantenho-a segurada pelos meus seios expostos—ele tinha notado desde sua entrada na cozinha.
Ele aplica o óleo nas mãos esfregando-as até aquecerem um pouco antes de começar a massagem na minha nuca com mãos firmes—sua pressão causa arrepios deliciosos em meu corpo ansioso por toques assim.
"Você está tensa", diz com a voz rouca enquanto desce as mãos pelos meus ombros.
"Estou relaxada", respondo tentando justificar-me enquanto sinto os nós nos músculos do pescoço intensificarem-se sob suas experiências manuais habilidosas; espero relaxar…
As mãos dele descem pelas minhas costas enquanto continua puxando minha camiseta mais abaixo—"Você deve estar com dor nas costas também! Aqui está cheio de tensões!"
"Sim", admito,"minhas costas realmente doem um pouco... pode ser culpa do colchão." Respondo já permitindo suas mãos aliviarem essa tensão incômoda nas minhas costas.
"Incline-se um pouco mais pra frente", sugere enquanto abaixa ainda mais minha camiseta—eu já estava deixando exposta boa parte das minhas costas junto aos contornos dos meus peitos visíveis.
Ele reclama da posição pedindo-me para ir até o sofá; ergo rapidamente mantendo minha camiseta cobrindo os seios antes de seguir até lá.
"Deite-se", ordena quase imperativamente quando chego ao sofá; obedeço imediatamente colocando-me sobre o estofado com as palmas voltadas pra baixo—ele ajoelha-se próximo ao sofá mantendo seu olhar fixo em mim enquanto evito encará-lo diretamente, focando meu rosto nas almofadas à frente à medida que começa a massagear minhas costas adoravelmente bem arrebitadas pelo toque envolvente dele, e logo não consigo segurar mais aquelas sensações prazerosas quando sua mão desliza pelas laterais dos meus seios disfarçados sob a blusa leve.