O Presente Inusitado
Sempre fui a parceira discreta. Daquelas que casam de branco, preparam o jantar no domingo e nunca dão motivo para o parceiro desconfiar. Nove anos com Lucas, nenhuma traição, nenhum deslize. Eu era fiel por convicção — e, se sou sincera, por comodidade também. Mudar parecia um grande esforço.
O problema começou quando ele decidiu que tinha um desejo especial. Não algo passageiro: um fetiche completo, com nome e tudo. Lucas descobriu que desejava ser traído — traído com consentimento, sem mentiras, sem celular desligado. Queria me ver com outro homem. Queria assistir.
Até aí, aceitei bem a ideia. O que me pegou foi a proposta seguinte:
— O aniversário do André é mês que vem. E se você fosse o presente?
— Presente? Agora sou um bolo?
— Você é a melhor coisa que tem aqui em casa — disse ele, com aquele sorriso decidido. — E ele é meu melhor amigo.
André. Alto, de mãos grandes, voz profunda, divorciado duas vezes. E na minha opinião, o sujeito mais convencido que já conheci neste mundo. Porque André tinha uma mania: sempre que bebia, vinha com a mesma conversa.
— Lucas, você não sabe o que tem em casa. Se fosse comigo, aquela mulher não andava; voava.
E me olhava como se fosse o dono da verdade. E eu, comportada como era, apenas ria e servia mais cerveja.
Quando Lucas me contou sobre seu plano, discordei completamente. Que absurdo ser “entregue” como encomenda! Que eu iria me sentir usada! Que André ia se achar ainda mais do que já era! Passei semanas debatendo: durante os jantares, na cama e até no carro. Ele ouvia pacientemente e repetia sempre a mesma frase:
— Deixa acontecer. Só isso.
— E se eu não gostar?
— Você me conta depois.
E foi assim, empurrada contra minha vontade, que cheguei ao dia marcado. Não estava animada; estava cética. Mas naquela semana, enquanto bebíamos vinho juntos, ele me deu o argumento decisivo.
— Ele fica te olhando — disse meu marido — sempre ficou! E fica se achando porque nunca teve a chance de provar! Você vai lá e dá uma lição nele!
Lição... A palavra martelou na minha mente. André ,o sabe-tudo; André ,o que dizia como faria se estivesse comigo... Então decidi ir! Não para agradar Lucas — embora ele também merecesse isso — mas para calar a boca daquele convencido! Ia deixar fluir; ia fazer André perceber que a mulher discreta do amigo não era tão comportada assim.
No sábado à noite me preparei para ter o mínimo de trabalho possível: vestido simples e cabelo solto; nada exagerado! Lucas me levou até a casa de André ,me deu um beijo suave na testa na porta e sussurrou:
— Apenas relaxe e deixe as coisas acontecerem.
André abriu a porta com seu sorriso pretensioso e nos cumprimentamos antes de beber e conversar um pouco mais; ele percebeu cada detalhe em mim como quem avalia um presente antes de abrir... A cada olhar dele fortalecia minha decisão de dificultar as coisas!
Fui eu quem tomou a iniciativa! Sem aviso prévio encostei-me ao peito dele e beijei-o apaixonadamente! Surpreso pela atitude repentina demorou meio segundo para reagir — aquele meio segundo virou metade da lição! Quando suas mãos subiram pela minha cintura senti sua excitação crescente enquanto sorria internamente! Olhei para trás; Lucas estava ali sentado no sofá ,camisa aberta enquanto sua mão passeava suavemente pela bermuda... Assistindo exatamente como prometeu! — Não estou aqui para brincadeiras! — avisei-lhe. mudei seu traje primeiro antes do meu; empurrei-o no sofá até ficar reclinado ; sem qualquer cerimônia! Quando tentou tomar as rédeas da situação segurei seu rosto pelos cabelos enquanto beijava-o intensamente sabendo muito bem quem estava no comando naquele instante! e movimentei-me em seu colo ,esfregando vigorosamente mesmo por cima da roupa! esclareci: havia tanto falado – provoquei – então? É isso que você pensou fazer comigo? ele sorriu puxando-me pelo quadril tomando meus lábios primeiro antes dos seios num impulso voraz desmentindo toda sua pose anterior... os nossos beijos tornaram-se cada vez mais quentes enquanto meu amante assistia do sofá já excitado também aquela visão aguçava ainda mais nossa intensidade... ele tentava sair daquela posição -mas logo percebia quem dominava ali -era gostoso saber disso! ele gemia baixinho perguntando-se onde estaria meu marido o entanto mantive-me firme –um verdadeiro ato delicioso! \naquele momento comecei à verdadeira lição ! \ntirei suas peças íntimas exibindo aquilo tudo pulsante perante mim ; então montei novamente sobre ele aproveitando cada centímetro dessa situação única... \ndesejando controlar tudo deixei-me levar lentamente podendo sentir suas reações ao mesmo tempo em controle total.Já não precisava pensar muito -bastaria agir conscientemente pois agora sabia exatamente qual passo dar adiante; \nele começava querendo acelerar mas eu travava sendo clara quanto aos meus desejos afinal ali éramos dois amantes sinceros explorando nossos limites… \no sofá rangiam levemente ;a sinfonia perfeita entre nós três . \nem instante algum esquecemos nossa essência real –a paixão fervorosa existiu numa troca saudável entre corpos encontrados sem regras impostas.A partir daí houve liberdade.. \no auge das emoções ouvimos palavras provocativas virem à tona; nouvemos nossas promessas silenciosas ao olharmos uns aos outros intensamente; sendo conduzidos por prazeres únicos… surgiam gemidos profundos ecoando através da sala além das batidas rítmicas dos nossos corpos juntos;todos sob influência desse jogo erótico desenrolavam-se novas experiências enriquecedoras entre nós . dessa forma desfrutávamos intensamente cada toque suave,desejoso até finalmente chegarmos juntos ao clímax final onde todos respirássemos aliviados após tamanha entrega mútua envolvente.Ninguém moveu-se imediatamente após finalizado nosso encontro porém logo explodimos em risadas cúmplices sentindo alegria pelo prazer vivenciado.Retornei calmamente vestindo-me devagar ainda sentindo vestígios daquela troca indelével gravados dentro mim.Era chegada hora de nos despedirmos onde deixei claro : rprotocoleis eram imperativos! lucas trouxe-nos pra casa mantendo silêncio mas seus olhos expressavam satisfação inegável…Na cama perguntei suavemente: e você sentiu necessidade repetir essa experiência novamente ? não respondi prontamente porém talvez houvesse outros dispostos ganharem algo semelhante apenas prestes atenção ao nosso redor.