Jantar de negócios e desejos ocultos
A semana em meu apartamento foi marcada por uma expectativa crescente em relação ao jantar da diretoria. Era a grande chance do Felipe: um jantar exclusivo no restaurante mais sofisticado da cidade, onde o Dr. Henrique, o diretor geral, revelaria quem seria promovido para a nova gerência regional. Ao lado de Felipe, estavam seus quatro colegas de trabalho — o Lucas, o André, o Ricardo e o Thiago —, todos prontos para impressionar os superiores.
Na véspera, quando Felipe chegou em casa com a sacola da loja e me mostrou o vestido vermelho justíssimo, imediatamente entendi sua intenção. A peça tinha um decote ousado que descia quase até o umbigo, as costas completamente nuas e um comprimento bem curto.
— Você quer que eu use isso, amor? — indaguei, virando de costas para o espelho do quarto e levantando um pouco a saia para ver como ficava. Dei uma risada divertida, virando-me para ele com um olhar maroto: — Um jantar da diretoria e você quer me levar sem sutiã e sem calcinha por baixo desse tecido justo?
— É para impactar o Dr. Henrique, querida... ele valoriza uma boa presença — defendeu Felipe, engolindo em seco e fingindo que era uma estratégia profissional, enquanto me observava com olhos famintos.
— Se você aparecer assim, nossa mesa será o centro das atenções a noite inteira.
— Ah, se o problema é chamar a atenção do seu chefe, deixa comigo, vou dar a ele a atenção que merece, a atenção, quero dizer... — brinquei, alisando o corpo dele e dando um selinho em seu lábio. — Sei como ser a namorada perfeita que ele espera, enquanto deixo os homens loucos tentando descobrir o que tem por baixo desse vestido.
No dia do evento, me arrumei com todo o zelo. Cabelo ajeitado, maquiagem sutil, um perfume doce e uma postura impecável. Por fora, eu parecia a namorada meiga, elegante e suave que qualquer executivo gostaria de apresentar; por dentro, eu estava completamente nua sob aquele vestido vermelho sedutor.
Ao sairmos do carro no estacionamento do restaurante, entrelacei meu braço no de Felipe. Ajustei a barra da saia com um gesto delicado, usando uma voz suave e controlada ao falar com ele próximo da entrada, já imaginando o impacto que minha presença teria ao cruzarmos a porta do salão; o vestido era realmente muito curto, o decote profundo deixava meus seios, mesmo pequenos, bem evidentes, e ele mostrava claramente meu umbigo, minhas costas nuas pelo modo como o vestido era amarrado, e a saia curta, eu não conseguia sentar e se andasse muito, ele subia e revelava mais do que eu queria. Tive que me depilar e passar creme para ficar lisinha, pois era um vestido extremamente chamativo.
Assim que o maître abriu as portas do salão, percebi a mudança no ambiente. Era um espaço sofisticado, com luz suave e mesas espaçadas. Na mesa principal, o Dr. Henrique ocupava a cabeceira, envolto em um terno impecável, cercado pelos quatro analistas que desejavam a vaga junto ao Felipe: o Lucas, o André, o Ricardo e o Thiago.
A conversa sobre metas e relatórios parou assim que adentramos o salão. Os olhares dos homens rapidamente desceram para minhas pernas e se fixaram no decote provocante do meu vestido vermelho.
Mantenho os ombros levemente encolhidos, rosto relaxado e um sorriso gentil, fingindo não perceber o efeito de estar sem nada por baixo daquela roupa colada.
— Boa noite, pessoal — disse com uma voz suave e doce, mantendo uma postura refinada ao me aproximar.
— Que surpresa maravilhosa, Felipe! — exclamou o Dr. Henrique, levantando-se imediatamente e me estendendo a mão. — Você não me contou que viria acompanhado de uma mulher tão encantadora.
— Prazer em conhecê-lo, Dr. Henrique — respondi, segurando sua mão delicadamente e olhando em seus olhos com uma inocência ensaiada. — O Felipe fala muito do senhor em casa... Estava ansiosa para conhecer o cérebro por trás do sucesso da equipe.
— O prazer é todo meu, Juliana. Sinta-se à vontade aqui ao meu lado — pediu o chefe, puxando a cadeira ao seu lado antes mesmo que Felipe pudesse intervir.
Sentei-me com movimentos leves, cruzando as pernas devagar. Ao cruzar, a fenda do vestido subiu ainda mais, evidenciando minhas coxas, e o tecido esticou. Passei as mãos suavemente pelas pernas, como se apenas estivesse ajeitando o vestido e tentando ocultar que estava sem roupa embaixo, mas sabia que o Lucas e o Thiago, do outro lado da mesa, estavam encarando minhas pernas com um ar de pura atençao; era impossível não notar, a mesa de vidro revelava mais do que eu gostaria e já estava sentindo a excitação tomar conta de mim naquela roupa.
— O Felipe é um sortudo — comentou o Lucas, tomando um gole do seu uísque e me avaliando com um sorriso maroto. — Com uma mulher assim, fica até difícil se concentrar nos relatórios, não é, Felipe?
Felipe, sentado a uma ponta da mesa, sorriu de forma nervosa, visivelmente mal consigo lidar com a atenção que eu recebia, eu estava ao lado do chefe dele, distantes na mesa.
— Ah, imagina, Lucas... o Felipe é super focado no trabalho — respondi com uma risadinha leve, cobrindo os lábios levemente e inclinando meu corpo na direção do Dr. Henrique, permitindo que o decote se abrisse suavemente sob a mesa; sabia que ele veria mais dos meus seios. — Sou apenas a namorada que tenta ser um apoio enquanto ele passa noites estudando os relatórios do Doutor.
— Apoio? Você só enriquece, Juliana — afirmou o Dr. Henrique, puxando a cadeira mais perto da minha e sinalizando para o garçom com um gesto de mão. — Garçom, traga a carta de vinhos. Quero que nossa convidada escolha a bebida da noite.
Olhei para Felipe na mesa, mantendo meu olhar doce enquanto sentia a tensão e interesse de todos os homens daquela mesa voltados completamente para mim.
O garçom se aproximou com a carta de vinhos, e o Dr. Henrique fez questão de segurar o menu aberto ao meu lado para que eu escolhesse. Me inclinei levemente para examinar as opções, sentindo o perfume robusto do chefe e a proximidade do ombro dele colado ao meu.
Quando ergui os olhos e sorri, passei o olhar pela restante mesa. O Lucas ajustava a gravata sem parar de observar meu decote; o André e o Ricardo cochichavam algo enquanto me olhavam de soslaio; e o Thiago fingia estar concentrado no menu enquanto seus olhos passavam pelas minhas pernas cruzadas. Foi nesse momento que percebi um detalhe crucial.
Por que nenhum dos outros quatro trouxe namorada ou esposa? O evento era da diretoria, todos eles estão comprometidos, mas só o Felipe se preocupou em me trazer... e ainda insistiu para que eu aparecesse com esse vestido vermelho curto, sem nada por baixo. O que exatamente meu namorado estava planejando ao me colocar entre esses homens?
Guardei a dúvida para mim, mantendo os lábios selados com um sorriso discreto. Se Felipe achava que tinha o controle de alguma estratégia me usando como uma carta na manga, ele não imagina o quanto estou disposta a levar esse jogo adiante.
— Acredito que um Cabernet Sauvignon encorpado será perfeito para esta noite, Dr. Henrique — declarei com voz suave, olhando diretamente em seus olhos ao devolver o cardápio.
— Escolha perfeita, Juliana — respondeu Dr. Henrique, abrindo um sorriso satisfeito e fazendo um sinal para o sommelier. — Pelo visto, o Felipe não só acertou em me trazer, como trouxe a única pessoa de verdadeiro bom gosto nesta mesa.
Felipe, ouvindo o elogio do canto da mesa, endireitou a postura e sorriu com orgulho, sem suspeitar dos pensamentos que acabavam de passar por minha mente.
O sommelier serviu os copos de cristal com o vinho escolhido. O Dr. Henrique levantou seu copo primeiro, mirando em mim antes de brindar ao restante do grupo.
— Um brinde à nossa equipe, aos resultados do ano e à encantadora presença da Juliana nesta noite — proclamou o chefe, com a voz grave ecoando na mesa.
Todos levantaram seus copos. Felipe, ali na ponta, sorriu amplamente ao ver seu chefe me homenagear na frente dos rivais.
Enquanto nos inclinamos em direção ao centro da mesa para brindar, Dr. Henrique aproveitou o movimento para se posicionar melhor na cadeira. Ao retornar à sua posição, sua mão direita deslizou pela borda da mesa e pousou diretamente sobre minha coxa exposta, exatamente onde o vestido vermelho terminava.
A palma de sua mão era quente e densa contra minha pele. Ele não retirou imediatamente; ao contrário, deixou os dedos ali por alguns instantes, disfarçando enquanto bebia um gole de vinho e continuava a conversar com o grupo.
Em vez de me afastar ou demonstrar desconforto, mantive a postura impecável de quem sabe jogar. Curvei levemente os lábios em um sorriso suave, ajeitei a taça na mão esquerda e continuei a encarar Felipe na ponta da mesa, sem mostrar qualquer sinal de desconforto.
Por baixo da mesa, senti os dedos de Dr. Henrique pressionarem levemente minha carne, testando os limites da minha reação, enquanto ele virava o rosto para mim e sussurrava perto da minha orelha:
— Você realmente tem um excelente gosto para vinhos, Juliana... É uma mulher cheia de surpresas.
— Apenas tentando estar à altura de sua mesa, Dr. Henrique — respondi em um tom suave, mantendo o olhar inocente fixo nele enquanto sua mão permanecia em minha coxa.