Escolhas Inesperadas
Uma semana. Esse foi o tempo que Lucas suportou antes de trazer o assunto à tona novamente.
Estávamos na cozinha, numa noite de terça-feira, eu lavando os pratos, ele secando. Ele ficou parado com um prato na mão por um momento, ensaiando, e eu já sabia. Conheço esse homem há nove anos e reconhecia aquele silêncio peculiar.
— E se... — ele começou.
— E se acontecesse de novo.
Não respondi imediatamente. Terminei de lavar o último prato e só então percebi que a diferença era essa: da primeira vez, eu fui a que tomou a iniciativa. Agora, eu tinha a opção de escolher. E decidir é algo arriscado — te dá poder.
— Desta vez sou eu quem escolhe — declarei, virando-me para ele com o pano em mãos.
Lucas engoliu em seco. — Certo. Quem?
— Você vai descobrir quando chegar.
A verdade é que eu já havia refletido sobre isso. E o nome que sempre vinha à minha mente não era Carlos, mas sim Felipe. Estagiário do meu departamento, vinte e dois anos, magro, cabelo bagunçado, um sorriso juvenil e uma malícia que tentava disfarçar com educação. Ele me chamava de "senhora" quando queria brincar comigo. Seus olhos me seguiam discretamente enquanto eu passava e logo desviava o olhar depois. Diferente do Carlos, Felipe não tinha muita confiança — ele simplesmente era jovem. E ser jovem é ótimo porque ainda existe um certo desejo.
Convidei-o na quarta-feira sem rodeios.
— Felipe, quinta à noite. Vem aqui em casa me ajudar com um relatório atrasado.
— Só o relatório? — brincou ele.
Lucas concordou com tudo. Planejamos nosso esconderijo: no armário do quarto, com a porta entreaberta para que ele pudesse observar o sofá pela fresta. Desta vez não iríamos usar a poltrona; queria ver Felipe chegar desprevenido e apreciar sua surpresa ao entrar.
Na quinta-feira às oito e meia da noite, tocou a campainha. Eu estava usando um vestido cinza simples com batom e cabelo preso — nada extravagante por baixo, apenas um shortinho confortável. Felipe entrou meio tímido, olhou ao redor da casa e logo focou seus olhos em mim.
Ele sorriu e se sentou. Bebemos algo enquanto conversávamos casualmente sobre seu estágio; eu fingia prestar atenção enquanto nossos olhares trocavam mensagens silenciosas cheio de desejo mútuo. Decidi não esperar mais tempo para agir.
Sentei-me ao lado dele bem próximo e topei minha mão na coxa dele.
— Felipe, não te chamei apenas pelo relatório.
Ele agiu rápido e me beijou ali mesmo; uma atitude impetuosa típica dos vinte anos achando que cada oportunidade deve ser agarrada no momento certo! Foi intenso; diferente do Carlos — mais solto, mais quente e mais entregue à situação atual. A mão dele começou a subir pela minha coxa até surpreender-se quando encontrou pouco tecido para tocar.
— Você tá... — começou ele novamente.— Sem roupa íntima!
Levantei-me rapidamente tirando o vestido pela cabeça até ficar completamente exposta diante dele; Felipe engoliu em seco enquanto seus olhos percorriam meu corpo magro ansiosamente ajustando-se no sofá com sua calça já marcada por sua excitação crescente enquanto me observava atentamente comigo ajoelhada sobre ele esfregando sem pressa para experimentar cada movimento sensual contra sua roupa ainda intacta.
— Senhora... — gemeu ele ao apoiar a mão na minha parte traseira.