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incesto

Entre Segredos e Silêncios

✍️ Por José Silva 📅 13 de outubro de 2026 👁️ 1 visualizacoes 📖 4 min de leitura 📝 661 palavras

Nos anos 80, um tempo em que tudo fluía mais lentamente, inclusive as notícias, eu e meu pai, Carlos, levávamos uma vida simples na zona rural de Alagoas. Em certo dia, comecei a perceber um comportamento peculiar nele. Apesar de minha intuição, ignorei até que a curiosidade crescesse. Eu questionava: “Está tudo bem com o senhor?” E ele sempre respondia: “Sim.” Com o passar do tempo, a inquietação aumentou e suas respostas se tornaram cada vez mais irritadas.

Decidi não me preocupar mais até que numa noite tranquila, enquanto estava no meu quarto sozinha e já era tarde, ouvi algo estranho. Meu pai costumava dormir cedo devido ao trabalho no campo. Estava deitada olhando para o teto quando ouvi um gemido abafado pela primeira vez. Contive a respiração para ouvir melhor; talvez fosse apenas o vento ou as tábuas da casa rangendo. Minutos depois, escutei novamente — agora um grunhido agudo.

Levantei-me lentamente da cama; o chão frio fazia meus pés arderem. Escutei um “ai” mais alto e segui pelo corredor escuro até o quarto dele. Encostei o ouvido na porta e ouvi: “Ai ai ai… como isso dói.”

“Meu Deus! É o meu pai!” A porta estava entreaberta e uma luz fugidia iluminava o espaço. Empurrei-a suavemente e entrei no quarto dele.

Carlos estava deitado com os lençóis jogados no chão, as pernas abertas e a mão segurando seu órgão ereto. Ele gemia entre dentes cerrados como se estivesse lutando contra uma dor intensa. "Pai!? O que está acontecendo?" A vergonha invadiu seu rosto num piscar de olhos enquanto tentava cobrir-se com os lençóis.

"O que você faz aqui?" Ele parecia confuso.

"Eu escutei barulhos... vim ver."— "Volte pra cama! Não é nada," disse ele nervoso.— "Você está gemendo de dor! Devemos ir ao médico."— "Francisca, já são quase onze horas da noite.” — "Mas doutor Miguel atende a qualquer hora! Levante-se!"

Ele resmungou mas acabou se levantando com dificuldade para vestir suas calças sem me deixar ajudar; desvie os olhos para evitar encarar sua situação embaraçosa enquanto saíamos juntos naquela noite fria com uma lanterna em mãos.

O consultório do doutor Miguel ficava a algumas quadras dali — uma casa simples com uma placa enferrujada pendurada à porta. Bati três vezes antes que ele abrisse a porta sonolento em seu pijama listrado.— "Francisca? Que horas são?"— "Meu pai está mal! Ele precisa de ajuda!"— O médico olhou para meu pai por alguns instantes antes de acenar para entrarmos.

A sala era pequena e cheirava forte a álcool; havia uma maca em um canto onde meu pai sentou-se relutante enquanto o médico pedia para mostrar onde doía. Ele hesitou e olhou pra mim; eu desviei os olhos fingindo observar a parede ao redor deles.

— "Doutor... isso é constrangedor,” murmurou ele em voz rouca.— "Senhor Carlos, sou profissional nisso; mostre-me." Após hesitar por mais alguns segundos, ele abaixou as calças até os joelhos revelando seu membro ereto — algo que nunca tinha visto tão próximo antes.

Eu congelei momentaneamente enquanto observava aquele cenário desconfortável diante de mim. O doutor examinou rapidamente antes de explicar: “Isso é priapismo... algo involuntário que pode ser muito doloroso.”

Meu pai me olhou diretamente nos olhos: “Francisca, preste atenção... sempre que sentir essas dores você deve fazer um banho morno nele.” E assim seguiu instruções sobre gelo na área afetada acompanhado por massagens; uma semana depois novo episódio surgiu... Fui lavando louça quando ouvi aqueles gemidos novamente vindo do quarto — fui correndo encontrá-lo sentado na beira da cama segurando-se encolhido numa expressão agonizante — convidei-o imediatamente ao banheiro para um banho morno... Ele entrou no chuveiro enquanto peguei uma toalha - retornei à cena onde vi aquela visão perturbadora novamente... dez dias depois havia acumulado experiências estranhas nesse novo ritual familiar... são dois meses sem crises até nova recaída neste dia ensolarado... decidida seguir as orientações dadas pelo doutor,... a experiência foi além das expectativas, a profundidade daquele momento desenrolou novas descobertas entre nós...

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