Despertar do Desejo
Eu deixei o hospital e fui em direção à clínica. Eram 17h35. Carla me abraçou assim que me avistou e, com ansiedade, indagou:
— Como ele está? Já acordou?
Expliquei tudo: que ele estava respirando sem assistência, que tinham retirado do coma induzido, mas ainda não havia previsão de quando de fato despertaria.
Carla apertou minha mão.
— O pior já passou. Ele vai acordar logo, você vai ver. Você pode organizar a agenda para amanhã?
Dediquei os próximos quarenta minutos organizando tudo. Acessei o sistema, verifiquei os horários dos dentistas, separei as fichas dos pacientes confirmados, anotei os retornos pendentes e deixei a recepção preparada para o dia seguinte. Quando terminei, o expediente já havia encerrado.
Saí da clínica e, no caminho, meu celular vibrou. Mensagem de Carla:
"Amiga, venha até minha casa. Daqui vamos até o Renan."
Peguei o primeiro ônibus e depois o segundo. Tinha chovido na região onde eu morava e as ruas estavam molhadas. Cheguei ao condomínio, subi as escadas e entrei em casa. Joguei minha bolsa e celular no sofá antes de me jogar na cama.
Agora era apenas esperar pelo despertar do Lucas… mas antes disso ainda teria outros encontros com o Renan. O plug anal em mim era um lembrete constante disso.
Fui ao banheiro, removi o plug com cuidado, limpei-o e então coloquei novamente. A sensação de ser preenchida por trás voltou - estranha e familiar ao mesmo tempo. Depois fui para a cozinha preparar um arroz simples, aqueci um pouco de feijão que sobrou e fritei um ovo. Comi em silêncio quase sem sentir sabor algum. Após terminar voltei à cama e adormeci.
Quando acordei eram 20 horas. Eu ia me arrumar para encontrar o Renan mas primeiramente seguiria para a casa da Carla. Tomei um banho relaxante; a água quente deslizava pelo corpo aliviando-me do cansaço do dia. Saí do banho, me sequei e escolhi uma roupa: um vestido curto preto que acentuava minhas curvas, cabelos ruivos soltos e uma maquiagem leve.
Peguei o ônibus rumo ao morro como sempre: subindo pela ladeira íngreme entre casas amontoadas sentindo cheiro de comida misturado à terra molhada enquanto escutava funk distante começando a tocar nas lajes.
Ao chegar na casa da Carla ela me recebeu com um abraço caloroso.
Passamos as horas seguintes no sofá assistindo séries e novelas na televisão; comentávamos sobre as cenas assistidas ou ríamos sobre bobagens; ficamos em silêncio em outras partes também enquanto o tempo voava mais rápido do que eu esperava.
À meia-noite meu telefone tocou – era Renan:
— Onde você está? O motorista não conseguiu te encontrar — perguntou ele.
— Estou na casa da Carla — respondi.
— Ah tá — disse ele desligando logo após.
Nós duas saímos rumo à casa dele. O morro inteiro vibrava com a batida do baile funk; os graves faziam os muros tremerem enquanto luzes coloridas piscavam nas lajes com aromas de maconha e churrasco pairando no ar.
Chegamos lá; Renan estava sem camisa à porta nos puxando pela cintura enquanto dizia com voz rouca:
— Hoje vou satisfazer vocês duas muito bem. Nos levou até seu quarto onde serviu vinho; Carla olhou para a garrafa questionando: — Tem algo mais forte? ele trouxe whisky servindo-nos logo em seguida; nós três brindamos juntos novamente: incluso:"O Lucas está respirando sem aparelhos agora! Ele vai acordar logo." cara olhou para Renan completando: há esperanças! enquanto isso... sentaram-se nuas a gente também despiram-se... eternamente... ambos tiraram suas roupas! Fomos nos alternando numa dança excitante* sentindo prazer*: "Agora"..