Confissões de um Adolescente
Continuo (do RELATO (01/1)) recontando algumas experiências da minha juventude. Ainda me sentindo bastante inseguro "paralisado" em relação às garotas, acabei me afastando da minha turma. Sentia um desconforto imenso quando estava cercado por todos e a Sofia aparecia; eu ficava completamente fora de mim, realmente mal com todas aquelas olhares, como se estivessem me avaliando. Mas comecei a trabalhar em uma loja localizada bem no centro, como mensageiro, já tinha 17 anos e estava prestes a completar 18. Na loja, realizava diversas atividades, desde varrer o chão até pequenas tarefas antes do fechamento à noite. Além de vender os artigos, havia também uma oficina para pequenos reparos que eram feitos pelo técnico Carlos (43 anos), um homem negro que já tinha sido casado e vivia sozinho. Ele gostava de conversar e se exibir dizendo que as mulheres o procuravam apenas por sua virilidade. Ríamos das histórias que ele contava; ele se vangloriava de ter várias mulheres casadas interessadas nele devido ao seu tamanho impressionante.
Certa vez mencionei a Sofia para ele e contei sobre meu interesse por ela. Carlos fez piadas insinuando que eu não conseguia satisfazê-la como deveria, enquanto ele alegou que era capaz disso e muito mais. Não sei explicar como surgiu o tema do sexo em uma conversa posterior; compartilhei que aos 14 anos tinha tido experiências com colegas da escola e fui pressionado a dar mais detalhes sobre essas situações passadas. Ele queria saber tudo sobre meus relacionamentos e acabei confessando cada detalhe... Mas então você é bissexual? Ele percebeu rapidamente onde isso poderia levar. Depois daquele dia, percebi que Carlos mudara a abordagem nas nossas conversas; agora só falava sobre práticas sexuais e suas aventuras tanto com mulheres quanto com homens.
Durante nossos intervalos na loja, quando estávamos sozinhos na oficina para almoçar, certa vez enquanto esquentava minha comida no fogão, senti Carlos se aproximar por trás e me abraçar delicadamente; pude sentir sua excitação pressionando contra mim por alguns segundos antes de ele se afastar novamente. O tom da conversa foi ficando mais provocativo: "e aí, topa experimentar algo novo?" Nesse momento vi pela primeira vez sua ereção visível através da calça... A proposta dele era direta: "deixa eu te mostrar como é bom." Claro que recusei o convite dele, mas confesso que cheguei a tocar em seu membro.
Carlos continuou insistindo em saber quais eram os tamanhos dos pênis das pessoas com quem eu havia estado anteriormente comparando-os ao dele; frequentemente tirava seu membro para fora enquanto se masturbava diante de mim quase diariamente repetindo essa cena inusitada. Um dia no final do expediente após fechar a loja ele me convidou para ir até seu apartamento para conhecê-lo melhor; mesmo sabendo o real significado da oferta aceitei sem hesitar. O apartamento era pequeno mas bem cuidado; logo fez café para nós... Junto trouxe um tubo de gel íntimo dizendo: "com isso aqui você vai adorar!" Por sorte consegui escapar quando ouvi uma campainha lá embaixo — era um sobrinho dele enfrentando problemas familiares.
Aquilo simplesmente não saia da minha cabeça durante o caminho de volta pra casa... No fundo sabia que estava começando a ceder aos seus encantos apesar do medo inicial. Chegou o sábado seguinte e ao fechar a loja fui procurar Carlos novamente; ainda estava ocupado terminando um conserto mas pediu alguns minutos antes de sairmos juntos.
Ele rapidamente começou a fazer promessas sobre como seria agradável experimentar novas sensações junto dele; poucos minutos depois já estávamos subindo as escadas rumo ao seu apartamento — minhas emoções estavam à flor da pele entre ansiedade e excitação sobre tudo aquilo.
No quarto dele sem conseguir articular palavras ele continuou falando incessantemente sobre suas habilidades sexuais enquanto preparava tudo lentamente com aquele gel íntimo aplicando-o generosamente... Assim começamos nossa experiência juntos; foram momentos intensos cheios de dor porém também prazeres inesperados...
Após aquela primeira vez confusa junto ao primo dele fomos deixados sozinhos numa situação peculiar onde ambos pareciam satisfeitos... Eu ainda sentia as consequências daquela noite anterior - marcante pra dizer o mínimo - mas mesmo assim continuei explorando essa nova faceta dentro de mim.