Sob a Luz da Janela
A brisa gélida da noite penetrava pela fresta da varanda, mas no interior do quarto o ar estava denso, carregado de desejo. A luz prateada da lua iluminava a escuridão, projetando nossa sombra sobre o chão de madeira. Eu ainda tentava recuperar o fôlego após a intensidade que vivemos na cama, mas a respiração ofegante e descontrolada de Dorian nas minhas costas deixava evidente que aquela noite ainda não tinha terminado.
Antes que eu pudesse me ajeitar nos lençóis, a mão forte e robusta dele agarrou minha cintura com firmeza, enterrando os dedos na minha carne e me puxando para cima de uma só vez. Com passos lentos e seguros, ele me conduziu até a ampla janela de vidro que dava vista para o edifício em frente. As luzes de vários apartamentos estavam acesas, enquanto a rua abaixo permanecia em silêncio.
— Olhe lá fora, Luaninha... — rosnou Dorian em meu ouvido, pressionando seu corpo quente contra minhas costas e mordendo meu ombro. — Aposto que metade daquele prédio está fissurada olhando para cá toda vez que fazemos amor. Eles conhecem bem a lascívia que acontece nesta varanda.
Um arrepio percorreu minha espinha. A ideia de ser observada por alguém em minha total nudez me deixou paralisada por um momento. Meu coração acelerou dentro do peito.
— Dorian... não... Está tudo iluminado, se alguém olhar vai ver tudo! — murmurei, tentando encolher-me.
Mas ele segurou ainda mais firme, pressionando seu membro ereto contra mim. Ele deu uma risada baixa e maliciosa ao perceber meu corpo todo tremendo. Gradualmente, a vergonha foi sendo substituída por um desejo intenso e quase insano. A sensação de estar ali, completamente exposta e vulnerável, com meu homem segurando-me pela cintura diante de dezenas de janelas fez meu sangue ferver. A ideia de me entregar da maneira mais imoral possível sabendo que vizinhos poderiam estar assistindo me deixou completamente extasiada.
Empurrei meu quadril contra sua virilha com força. Dorian rapidamente desceu sua mão e introduziu os dedos em minha intimidade molhada, abrindo meus lábios e lambuzando-se no meu néctar. O prazer ocorreu ali mesmo diante da janela.
A luz dourada envolveu-nos como uma aura quente e pulsante; o ciclo dos desejos havia começado.
— Meu primeiro desejo, minha feiticeira... — disse ele com voz carregada de excitação enquanto me dava um tapa sonoro na bunda — é que essa luz dourada se projete na superfície desta janela. Quero que sua silhueta, as curvas do seu corpo, suas coxas e o formato do seu bumbum fiquem destacados para quem olhar do prédio oposto sem revelar seu rosto.
— Concedido! — eu suspirei alto ao jogar a cabeça para trás.
Instantaneamente, a aura dourada moldou-se contra o vidro transparente. Do lado externo, aquela janela transformou-se em um letreiro luminoso repleto de lascívia. A silhueta perfeita do meu corpo se destacou em contornos brilhantes realçando cada detalhe provocante para qualquer um no edifício ao lado.
Dorian agarrou firmemente meu quadril e penetrou profundamente em mim novamente fazendo com que meus seios colassem no vidro iluminado.
— Veja isso lá fora; tem pessoas indo para suas varandas — provocou ele enquanto penetrou lenta e profundamente em mim novamente — Eles estão admirando sua silhueta contorcendo-se enquanto você aceita meu membro.
O prazer tornou-se uma tortura deliciosa; porém Dorian desejava ir além na depravação.
— E meu segundo desejo... — acrescentou ele acelerando as estocadas por trás fazendo seu membro tocar fundo no meu ventre — é que você veja e ouça exatamente tudo o que os moradores do edifício oposto estão sentindo enquanto assistem sua figura se mover sobre mim!
— Sim! Concedido! — gritei já arranhando levemente o batente do vidro.
A magia amplificou minha percepção. Minha mente conectou-se diretamente às varandas iluminadas do outro lado da rua. Eu captava perfeitamente os cochichos abafados junto aos gemidos dos homens e mulheres assistindo à cena: "Caramba! Olha aquela mulher... Que bunda magnífica... Veja como ele está entrando nela na janela..." Eu sentia o desejo ardente deles junto à masturbação silenciosa daqueles espectadores ocultos nos apartamentos escuros. Saber que minha imagem estava excitando desconhecidos fez meus fluidos escorrerem incontrolavelmente ao redor do membro dele.
— Ah não! Dorian! Eles estão vendo! Estão dizendo que sou uma mulher gostosa! — gritei sem pudor algum enquanto rebolava contra ele fervorosamente.
Ele segurou-me pelo cabelo puxando suavemente minha cabeça para trás enquanto cravava os dentes em meu ombro novamente:
— Eles ainda não viram nada... — dizia ele abrindo minhas pernas com seu joelho expondo-me ainda mais – Meu terceiro desejo: quero você totalmente nua colada no vidro agora mesmo! Quero ver você abrir sua intimidade melada visivelmente para quem passeia pela rua enquanto rebola sobre mim aproveitando cada movimento! — Concedido! Me faça gozar aqui na frente então! — berrei entregando-me completamente ao exibicionismo extremo.