Amanhecer na Mansão
No quarto principal da Residência, o silêncio era apenas rompido pelo ritmo tranquilo e contínuo da respiração dos três corpos entrelaçados nos tecidos de seda. Enquanto a apresentação final começava lá fora com estalos de chicote e aplausos abafados, o "trisal" composto por Lucas, Paula e Isabela iniciava a manhã dormindo abraçados, totalmente alheios ao tumulto erótico que dominava o palco. Os três carmesins estavam despidos, a pele bronzeada e reluzente refletindo a luz suave que entrava pelas janelas altas.
Paula foi a primeira a sentir o peso da realidade retornando. Seus olhos se abriram lentamente, focando em seu celular. O medo apertou seu peito por um instante, mas foi rapidamente substituído por uma preguiça gostosa ao sentir o calor de Lucas às suas costas e o aroma de Isabela tão perto.
— Nossa, perdemos a hora — murmurou ela, com a voz embargada pelo sono, esticando o braço para sacudir os outros dois.
Isabela resmungou, enterrando o rosto no travesseiro para escapar da luz.
— Mais trinta minutos... talvez quinze — disse ela em um tom sonolento, tentando puxar o lençol de volta.
— Já se passaram quarenta. Acorda, Lucas! — respondeu Paula, esfregando os olhos e sentando-se na cama, exibindo os seios.
Lucas despertou com um sobressalto, espreguiçando-se antes de relaxar ao reconhecer onde estava.
— Então vamos — disse ele, já se preparando para sair da cama enquanto as obrigações pesavam sobre ele.
Isabela, com uma calma desconcertante, estendeu as mãos e puxou tanto Paula quanto Lucas de volta para o colchão macio.
— Pessoal, fizemos nossa parte — declarou ela envolvendo os dois com os braços e pernas. — Vamos ficar aqui mais um pouco. Estava tão bom!
Os três corpos nus se ajustaram novamente; o calor compartilhado imediatamente criava uma atmosfera carregada de desejo que nem mesmo o sono poderia dissipar completamente. Paula começou a explorar suavemente a pele de Lucas contra a sua; sua mão deslizou pelo abdômen dele até encontrar seu membro já ereto pulsando em sua palma. Ela começou a acariciá-lo devagarzinho.
Paula concordou após desviar seus lábios da amiga por um segundo para afirmar que com Alexia conseguiria lidar sozinha e que os anfitriões eram eles mesmos: Lucas e Isabela.
Isabela então teve uma ideia brilhante. Desvencilhou-se do amontoado de corpos e avisou que ia pegar algo em seu quarto. Lucas e Paula observaram enquanto ela passava pela porta sem vestir nada. A mansão estava estranhamente vazia; todos estavam no espetáculo. Isabela correu pelos corredores com seus seios balançando livremente até alcançar seu quarto para pegar o que queria antes de voltar correndo.
Ao retornar já estava com um item montado entre as pernas.
— Surpresa — anunciou ela com um sorriso malicioso.
Era uma cinta com um strap-on: um pênis artificial de tamanho médio apropriado para os carmesins. Lucas e Paula começaram a rir da cena inusitada; no entanto, Isabela mantinha seriedade em sua proposta.
— Gente, vamos fazer algo divertido! No palco foi intenso demais; aqui quero carinho — disse Isabela decidida.
Paula levantou-se passou as mãos nos cabelos louros de Isabela dizendo:
— Tudo bem, meu amor! Mas eu começo... — murmurou enquanto desabotoava a cinta da amiga enquanto beijava seu pescoço ajudando-a arrumar os cabelos.