A Virada do Ano Inesperada
A celebração de Ano Novo foi fantástica. Minha família estava toda reunida, e passei a noite ao lado do meu amor, que parecia ter se integrado à família, dada a naturalidade com que era tratada. Luana estava deslumbrante por ter conseguido, pela primeira vez, ficar acordada para assistir aos fogos. Estávamos distantes da praia famosa, mas ainda assim conseguimos vê-los à distância.
Viviane decidiu nos acompanhar. Ela mencionou que ainda estava aborrecida com Letícia, embora tenha sentido pena dela ao vê-la machucada. Relatou que conversou com a mãe antes de decidir ir conosco e que ela compreendeu sua escolha. Viviane não queria que o clima ficasse tenso em casa nem arruinasse o fim de ano dos pais.
Lucas passou a virada na residência do irmão. Sofia o liberou e disse que estava tudo bem, já que tanto Viviane quanto eu poderíamos dirigir. No final das contas, levei o carro dela para casa, enquanto Viviane retornou dirigindo-o, pois eu havia consumido um pouco mais de champanhe do que ela, que optou por beber apenas espumante sem álcool.
Ao voltarmos para meu apartamento, Viviane dormiu na cama de Luana, enquanto Luana dormiu comigo e com Sofia. Aquilo se tornou um costume e algumas vezes atrapalhava minhas noites íntimas com Sofia, mas não me importava: pelo visto, ela também não se incomodava. Sofia adorava dormir bem pertinho de Luana. As duas estavam cada vez mais unidas, e eu achava isso incrível.
Acordei cedo no primeiro dia do novo ano e já haviam me deixado; Sofia e Luana não estavam mais na cama. Levantei e fiz minha higiene pessoal. Antes mesmo de sair do quarto, ouvi risadas do outro lado da porta. Aquilo era música para mim.
Saí do quarto e quando cheguei ao final do corredor vi Luana, Viviane e Sofia sentadas à mesa da cozinha tomando café da manhã juntas. Elas conversavam animadamente entre si. Eu não sabia sobre o quê falavam exatamente, mas as três riam alegremente umas para as outras.
Fiquei parada à porta da cozinha observando aquela cena encantadora. Era simplesmente linda! Eu não poderia desejar nada melhor para minha vida naquele momento. Estava extremamente feliz vivendo os melhores momentos dos últimos tempos; aquela imagem diante de mim simbolizava tudo isso.
Viviane ficou conosco até a hora do almoço. Depois de saborear uma boa refeição foi para casa. Luana pediu para acompanhá-la; parecia estar com saudade do novo amiguinho que fizera: o filho de Letícia. Não vi problema algum nisso; portanto ela foi com Viviane, que dispensou minha carona decidindo ir a pé já que não era muito longe e ambas adoravam caminhar pelas ruas fazendo brincadeiras nas calçadas.
Eu e Sofia lavamos a louça depois disso e ficamos relaxando no sofá da sala por um tempinho. Estávamos respondendo às mensagens de felicitações pelo Ano Novo recebidas quando notei que às vezes Sofia desviava os olhos do celular em direção a mim com uma expressão diferente no rosto.
Assim que terminei de responder todas as mensagens recebidas, Sofia veio se aconchegar no meu colo. Conversamos durante um tempo até ela mencionar seus próximos dias tranquilos pela frente; só retornaria ao trabalho no dia 2 de fevereiro e planejava passar esses dias grudada em mim.
Eu disse que adoraria saber disso e perguntei se gostaria de viajar para algum lugar calmo juntos.
Sofia ponderou um pouco antes de dizer que poderíamos ir até uma casa na praia herdada pelo pai dela caso eu aceitasse a proposta dela. Contou-me que só esteve lá duas vezes: uma quando ainda era criança e outra vez com Laura; na última visita não tinham ficado muito tempo porque a casa estava em péssimo estado e partes dela começavam a desabar.
Ela explicou-me sobre ter mandado reformar o local mas como Laura cuidara dos detalhes finais não tinha certeza sobre como ficou após isso; ao ouvir suas palavras lembrei imediatamente da casa litorânea onde costumávamos ir durante o meio do ano.
Seria possível ser a mesma? Não podia ser... Laura jamais faria tal coisa... Ou faria?
Perguntei à Sofia onde se localizava essa casa na praia em questão enquanto ela me explicava os detalhes; definitivamente não poderia ser mera coincidência – era mesma casa!
Camila— Você lembra das histórias sobre os encontros naquela casa na praia onde conheci Eloá e Ítalo?
Sofia— Lembro sim! Não está me dizendo agora que é minha antiga propriedade?
Camila— Sinto muito amor... Mas tenho quase certeza de que sim! A localização é idêntica... Pode ser só uma vizinha já que existem outras casas próximas... Mas provavelmente é realmente essa!
Sofia— Não posso acreditar! Pensando bem... Até acredito sim... Não duvido mais nada sobre o quão capaz ela pode ser!
Sofia pegou seu celular visivelmente irritada numa intensidade nunca vista por mim antes enquanto fazia uma ligação; logo imaginei quem seria o destinatário daquela chamada – colocou no viva-voz esperando até receber resposta – foi então quando Laura atendeu:
Laura— Oi Sofy! Que bom você ter ligado!
Sofia— Oi Laura! Vou direto ao ponto: você usou minha casa pra fazer suas festas? Laura— Quem te contou isso? Sua nova funcionária? Sofia— Funcionária nova? Eu não contratei ninguém além de um motorista novo já que você estava saindo com o antigo! Laura— Já pedi desculpas! Sei onde errei estou arrependida! Marcelo também sente falta sua... ght; gh t; gh gh; gh gh gh; gh gh; ght; g>>fgth<br><br>gfhfhgfght<|vq_14722|>