A Prova de Geografia
O relógio pendurado na parede parecia se mover em câmera lenta, marcando precisamente onze e quinze da manhã daquela quinta-feira, 26 de março. A sala do terceiro ano emanava um silêncio denso, interrompido apenas pelo som ocasional da caneta de Rafael arrastando-se sobre o papel. O estudante, vestido com uma regata preta justa, jeans azuis, cueca escura e tênis na mesma cor, encarava entediado as últimas questões da prova de Geografia que cobria sua mesa. Ao seu redor, as carteiras vazias mostravam que seus colegas já haviam finalizado a avaliação e saído para casa, deixando-o sozinho no ambiente.
Sentado à frente da sala, o professor Carlos observava a cena com desdém. Com trinta e cinco anos, corpo atlético e pele bronzeada completamente depilada, além de ser careca, exibia traços marcantes: olhos castanhos atentos e um porte físico impressionante. Ele estava vestido com uma camisa social preta, calças cinzas e sapatos pretos.
— Se você não passasse a aula inteira conversando, Rafael, já teria terminado essa prova há muito — comentou Carlos, cruzando os braços em sinal de irritação.
Rafael levantou o olhar, soltando um suspiro audível antes de responder:
— Se suas aulas não fossem tão chatas, talvez eu prestasse mais atenção.
O rosto de Carlos ficou rubro de raiva enquanto os músculos do pescoço se tensionavam sob a camisa.
— Chega. Pare de escrever agora mesmo. Como você não estudou nada sério, tirou zero. Pode ir embora.
Rafael saltou da cadeira batendo levemente as mãos na mesa.
— Isso é absurdo! O senhor está abusando do cargo só porque não gosta de mim.
— Você atrapalhou minha aula tempo demais nas últimas semanas e merece isso — respondeu Carlos ao levantar-se da mesa.
Rafael esboçou um sorriso sarcástico aproximando-se alguns passos.
— Sabe qual é o seu problema? Você não tem uma vida amorosa satisfatória! É por isso que vive mal-humorado.
A fúria nos olhos castanhos do professor se tornou evidente ao dar a volta na mesa e apertar os punhos.
— Já chega! Vá direto para a diretoria agora!
Rafael cruzou os braços soltando uma risada provocativa.
— O que foi? Vai reclamar pro diretor porque não consegue resolver suas questões pessoais?
— Sabe... Eu vou te mostrar o que significa ser homem agora — rosnou Carlos perdendo o pouco controle que lhe restava.
Antes que Rafael pudesse reagir, Carlos avançou rapidamente agarrando o aluno pelos braços com força e sentou-o diretamente sobre sua própria mesa. Num movimento ágil e violento puxou as calças jeans e a cueca de Rafael para baixo revelando seu corpo enquanto afastava suas pernas amplamente.
— Você gosta de me provocar mas agora vai aprender uma lição que nunca esquecerá — rosnou Carlos posicionando-se à sua frente.